A estrutura forte

Natal da Família de Ruy Muniz
Natal da Família de Ruy Muniz
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Ruy Muniz é filho de Januária Lima Borges e Sebastião José Muniz. Nascido e criado em Montes Claros, teve uma infância tranquila na cidade – que, na época, tinha aproximadamente 70 mil habitantes.

Como não era um bom jogador de futebol, dentre suas brincadeiras preferidas na infância destacava-se o “Gaspará”. Nela, crianças construíam torres de madeira utilizando cabos de vassoura com o objetivo de derrubá-las com uma bola de meia. Além dessa, outra diversão comum era a corrida – que contava sempre com a participação de muitos amigos.

Aos 17 anos, Ruy conheceu Raquel, sua primeira namorada e atual esposa, com quem se casou e teve 4 filhos: Thiago, David, Gabriel e Matheus. Do casamento de seu primogênito nasceu Júlia, que é a única neta do casal.

Sua relação com a família é de profunda admiração e respeito. “Tenho orgulho de todos eles, do quanto são trabalhadores e estão bem encaminhados”.

Thiago Muniz, é casado e pai de Júlia. Formou-se em Publicidade e Propaganda pela USP e também em Administração de Empresas. Atualmente, exerce o cargo de Diretor Geral da SOEBRAS, cujo maior valor é a coragem, por ser essencial no desempenho de sua função.

David Muniz, o segundo filho do casal, é médico oncologista. Formou-se em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais e exerce sua profissão em dois dos melhores hospitais oncológicos de São Paulo, o Sírio Libanês e o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo – ICESP.

Já Gabriel Muniz, é formado em Relações Internacionais pela UnB e atua como diretor financeiro da SOEBRAS. Matheus Muniz, o caçula da família, ainda é estudante e cursa Engenharia Aeroespacial em Joinville-SC.

 

O desafio de Ruy Muniz

Por volta de 1975, Carlos Muniz, o irmão mais velho de Ruy, tinha a mesma idade de um de seus tios, José Gabriel. Os dois estudaram juntos; porém, quando prestaram vestibular para medicina, apenas o tio passou e o irmão de Ruy, não. Certo dia, Ruy chegou na casa de sua avó e um de seus tios, José Augusto, que era muito brincalhão, caçoou dizendo que os filhos de Januária (mãe de Ruy e Carlos) não gostavam de estudar e não progrediriam na vida. No mesmo instante, Ruy, que não era bom aluno, entrou na sala e o tio o questionou: “Você vai fazer vestibular pra quê?”. 

Naquele minuto, Ruy se lembrou do melhor aluno de sua sala, que se chamava Wilton – um menino dedicado e que sempre dizia que iria prestar o ITA. E foi o que ele disse ao tio: “Vou tentar vestibular no ITA, no Instituto Tecnológico da Aeronáutica. Vou ser Engenheiro Aeronáutico e consultor de aviões”. O tio riu muito dele, foi neste momento que Ruy Muniz caiu na real de que se não mudasse, seria apenas um menino sem formação. Não poderia continuar sendo um aluno mediano, era hora de mudar. 

Ele voltou para a escola decidido a adotar novas atitudes: passou a sentar mais próximo aos professores, a prestar mais atenção nas aulas, adotou a postura de seu amigo Wilton. Como consequência, percebeu que começou a entender as matérias com mais facilidade e passou a ser mais organizado com sua vida escolar. Com um olhar mais apurado em relação às suas dificuldades, Ruy começou a diagnosticar em quais partes teria de melhorar e passou a trabalhar nelas para aperfeiçoar-se ainda mais. 

Enquanto muitos diziam não gostar de matemática ou de física, ele tentava enxergar a matéria de outra forma, tentava tratar o aprendizado como algo positivo e dizia: “Eu adoro matemática e vou aprender!”. Assim, o que mais despertou dentro de si foi o desafio. A partir da brincadeira feita  por seu tio ao caçoar seu irmão, que havia tomado bomba no vestibular, Ruy Muniz usou a situação como incentivo para correr atrás dos estudos e recuperar o tempo perdido para se tornar um bom aluno. Ele já acreditava que quem almeja vencer na vida tem que lutar por isso e que pequenos esforços fazem a diferença e implicam em grandes resultados.

 

Novos hábitos para alcançar objetivos

Aos 16 anos, Ruy Muniz já era um menino responsável e ganhava seu próprio dinheirinho. Começou a trabalhar para seu irmão mais velho, Carlos Muniz, que antes de seguir a carreira em medicina, conduzia o Shopping Arte – uma galeria de arte que agregava também um restaurante e um barzinho. No estabelecimento, Ruy atuava ora como caixa, ora como barman, ora como garçom. Quando ficava no balcão, nos momentos vagos, ficava sempre acompanhado de um livro: estudava, adiantava leituras das aulas ou fazia os exercícios extraclasse. Durante muito tempo, aos domingos, enquanto todos os seus amigos se divertiam, ele permanecia estudando. Ele sabia que para alcançar seus objetivos era preciso renunciar a muita coisa e se sacrificar.

 

O Ruy Muniz visionário

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Quando decidiu fundar o INDYU pré-vestibular, em 1981, Ruy Muniz procurou um contador chamado Adão Israel, da contabilidade Globo, e encomendou a ele o contrato social da empresa. Quando acertado, definiu-se que o objetivo do negócio seria o de criar e manter cursos preparatórios para vestibular e concursos públicos. Porém, Ruy mudou de ideia e solicitou que Adão modificasse o objetivo do contrato social.

No documento, pediu para que constasse o seguinte: “Amplo sistema educacional de primeiro, segundo e terceiro graus”. Na época, Adão chegou a caçoar de Ruy Muniz alegando que ‘terceiro grau’ significava ‘faculdade’, e ele o rebateu com convicção: “É disso mesmo que Montes Claros e o Norte de Minas precisam”.

Na cidade, não havia faculdades – Apenas 5 cursos com 550 vagas. – Em sua grande maioria, todas as pessoas que concluíam o segundo grau tinham que ir embora para outras cidades – como Diamantina, Uberaba, Uberlândia, Belo Horizonte ou São Paulo – para fazer os cursos que aqui não tinham. Foi então que Ruy Muniz pensou em abrir o seu primeiro negócio, e porque não uma Faculdade? Ele já sabia do que a que região precisava.

Quando criou o colégio, em 1988, depois de estar formado em Medicina e especializado, Ruy Muniz atuou como professor da UNIMONTES – e já vinha lutando para ampliar os cursos na Instituição, onde encontrou muita resistência por parte do corpo docente. Como participante ativo do movimento estudantil, Ruy Muniz lutou muito para que fosse expandida não só a oferta de cursos, mas também de vagas – o que não ocorreu.

Por 10 anos, mais especificamente de 1977 a 1987, foi estabelecido um decreto no Brasil que impedia a abertura de novas faculdades. Porém, em 1988, quando houve pressão pela expansão de instituições de ensino superior no país, essa perspectiva foi acentuada. Na época, já existia a FUNM – Fundação Norte Mineira de Ensino Superior – que era somente em Montes Claros. Porém, Ruy Muniz pensava grande, e queria criar  uma fundação que fosse regional e que pudesse levar o ensino para as outras cidades. Foi então que ele viu a oportunidade de criar a FUNORTE.  

Como ele fez isso?

Ruy criou cinco associações para expandir os cursos em diversas cidades e encaminhou a ideia para o MEC. Porém, como não tinha dinheiro pra pagar os projetos, procurou um consultor – que cobrava 10 salários mínimos por mês para lhe prestar consultoria.

Como arcar com o preço?

Nesta mesma época, a inflação encontrava-se altíssima. Ruy Muniz teve a ideia de vender o seu próprio carro e disse para o consultor: “Eu não tenho condições de pagar o senhor 10 salários mínimos por mês, mas posso lhe dar o dinheiro que o senhor coloca na poupança e, todo mês, esse dinheiro irá lhe render 10 salários mínimos”. Com o dinheiro em mãos e uma ideia criativa, Ruy conseguiu que o então consultor, Professor Buriel, da UFMG, o atendesse por um longo tempo.

Dessa mesma forma, Ruy Muniz foi aprendendo a administrar e fazendo novas parcerias, as coisas foram se encaminhando e dando certo. No começo, todo lugar era uma oportunidade de abrir uma escola: uma casa virava um pedaço de uma escola, outra casa virava outra e assim por diante. Porém, a medida em que elas foram crescendo, ele se deu conta de que havia muitos alunos espalhados em diversos pontos diferentes. Foi quando ele começou a se questionar onde os uniria.

A criação do Campus JK da Funorte

Numa noite, ele se levantou, acordou Raquel e disse: “Tive uma ideia brilhante!”, Montes Claros tem um cemitério de indústrias fechadas (porque na década de 70 se abriram muitas e, na de 80, com a crise, muitas se fecharam). “Vou arranjar uma fábrica abandonada, vamos comprá-la e transformá-la em escola”.

Então, Ruy Muniz saiu a procura de uma indústria – mas precisava de uma não muito cara, porque não tinha muito dinheiro para investir. Foi quando encontrou uma que costumava ser um curtume: suja, com mal cheiro e abandonada. Hoje, este local se transformou no Campus JK, de uma de suas faculdades. Na época, as pessoas começaram a questioná-lo se aquilo daria certo – E, com persistência, Ruy fez a ideia fluir. Depois disso, diversos lugares se tornaram escolas: cinema, bingo e outras fábricas abandonadas deram espaço para novas salas de aula.

Pensando fora da caixa, Ruy Muniz atingiu seus objetivos. Para ele, qualquer um que tenha uma ideia e que olhe em torno com vontade e criatividade, pode descobrir meios legais, diferentes e bonitos de progredir. E acrescenta: “O maior adversário de quem quer fazer e não consegue é ele mesmo. Se você realmente quer e o projeto é bom, nada pode te segurar. Quando algo é construído com intuito de modificar e ajudar o espaço em que se vive, ele se torna invencível. E quando ele se torna invencível, ele se materializa”.

A criação da Soebrás

Entre as escolas que criava, parte era com fins lucrativos, parte não. As de ensino superior, por exigência legal, não possuíam fins lucrativos – portanto, eram associações ou fundações. Porém, mesmo assim, muitos tributos eram pagos. A principal despesa da escola era a folha de pagamento – que correspondia cerca de 70% do gasto total. Sobre ela, constava-se, ainda, a cota patronal –  que correspondia cerca de 26,5% da folha.

Para que você entenda melhor, vamos exemplificar. Se existe uma folha de 100 mil, você deve pagar ao INSS R$:26.500,00. Ao estudar isso mais a fundo, Ruy Muniz descobriu que havia escolas intituladas como filantrópicas – escolas que, em vez de pagar impostos, davam bolsas de estudos. Ele pensou “Poxa, aqui nós fazemos sempre isso, damos várias bolsas de estudos e sempre nos preocupamos em ajudar as pessoas daqui a estudarem”. Foi então que Ruy tentou transformar a FUNORTE em uma instituição filantrópica. Mas,  como a burocracia era muito grande, acabou não conseguindo.

Naquela época, Montes Claros tinha muitas escolas filantrópicas: o Colégio Marista São José, o Colégio Imaculada Conceição, o Colégio São Norberto, dentre outros. Ruy Muniz teve, então, a ideia de procurar o Padre dono do Colégio São Norberto a fim de propor uma parceria: “Que tal juntarmos o Colégio São Norberto com o INDYU e vamos fazermos uma escola melhor e maior?”.

A princípio, o Padre disse que, no momento, não queria. Mas que, quando fosse se aposentar, ele procuraria Ruy. Então, em 1997, quando o São Norberto estava completando 30 anos e o Padre ia se aposentar, ele procurou Ruy Muniz e o chamou para fazerem uma parceria. Ruy comprou os prédios que pertenciam ao Padre – digo pertenciam à pessoa física, os prédios eram patrimônio dele – e ele repassou para Ruy o que na época se chamava Sociedade Educativa Montes Claros.

soebras-ruy-2A partir dali, em vez de pagar impostos, a escola dava bolsas. Então, Ruy Muniz  transformou a SOEMOC em SOEBRÁS – Sociedade Educativa do Brasil. Pegou, ainda, suas escolas que já existiam e doou para a SOEBRÁS. Até que ela foi crescendo e virando um complexo de várias escolas – Hoje, conta com 35 unidades educacionais próprias e que congregam 40 mil alunos e cerca de 5 mil funcionários.Além disso, ainda há a Rede Promove –  escolas franqueadas e que utilizam da tecnologia Promove. Atualmente, cerca de 160 escolas utilizam este método de ensino, que também virou uma grande potência educacional.

Ao ser questionado se é dono da SOEBRAS, Ruy Muniz sempre responde: “Não, eu não sou o dono de nada. Quem é inteligente vai saber que nós somos meros administradores e que, daqui a pouco, todos nós vamos embora e que ninguém leva nada dessa vida. Dono é quem usa e quem utiliza. Então, os donos da SOEBRÁS, da FUNORTE… São os próprios alunos e os professores que ali trabalham. É a comunidade – que também desfruta dos profissionais. Enquanto formos competentes para atrair alunos, para gerar recursos, para pagar as despesas e fazer funcionar, a gente tá lá. O dia que não formos mais, outra pessoa irá assumir – é assim que funciona”.

A consciência empreendedora

Ruy Muniz acabou se tornando sucessor de vários empreendedores que se aposentaram e passaram o bastão para que ele prosseguisse. E ele tem consciência de que, daqui a pouco, ele também passará o bastão para que outros sigam. Para ele, o que importa na vida é poder servir e ajudar as pessoas. E complementa: “A SOEBRAS virou o terceiro maior grupo educacional de Minas Gerais e está entre os 20 maiores do Brasil. Vamos crescer mais, não porque precisamos de mais dinheiro, mas para poder ajudar mais pessoas em outros lugares. Onde encontrarmos uma escola boa e com potencial, estaremos disponíveis para ir até lá e ajudar – pegar essa escola e colocá-la para frente, salvar os empregos, dar cursos de qualidade para os alunos”.

Ruy trabalha para que a educação promova seus feitos: fazendo com que crianças e jovens se tornem adultos preparados, competentes, empreendedores e que farão a diferença na realidade em que vivem. Para Ruy, a grande missão da SOEBRAS é propiciar educação de qualidade e transformar as pessoas, mostrar para elas que elas podem mais e que são aptas a fazer a diferença se tiverem força de vontade e se empenharem com o objetivo de melhorar constantemente.

Elas poderão mudar o mundo. E, para mudar o mundo, basta começar mudando o seu próprio. Comece por você: seja justo, seja um pai melhor, seja um professor campeão e dê aulas magníficas – e quando o fizer, faça-o com alegria. Se você é um médico, cuide dos seus pacientes da melhor maneira possível. Se você é uma mãe, cuide com amor e com carinho dos seus filhos. Portanto, o objetivo da SOEBRAS é esse: o de fazer as pessoas crescerem e realizarem seus sonhos”.  

 

Um administrador competente

Em sua caminhada empresarial e política, Ruy conquistou diversas oportunidades de assumir grandes marcas em Minas Gerais. Quando começou a resgatar a marca das Faculdades Kennedy – Uma escola de 47 anos de existência e que formou milhares de engenheiros renomados – Ele se deparou com uma estrutura toda envelhecida. Mas que apesar disso, era uma escola que jamais perdeu a qualidade de ensino e que só precisava ser revitalizada.

Ruy fez uma parceria com a Fundação de Educação de Minas Gerais e assumiu as Faculdades Kennedy – que hoje, contam com mais de dois mil alunos  e vários cursos. Teve, também, a oportunidade de resgatar a Fundação Hilton Rocha, uma fundação que hoje voltou a ser referência na de especialização médica. Fundada no ano de 2005, a Hilton Rocha, estava prestes a ser fechada por conflitos familiares. Então, Ruy fez uma parceria, assumiu a direção da Instituição, reformou o local, comprou novos aparelhos e, em 2006, ocorreu a reinauguração. A Fundação Hilton Rocha voltou a funcionar a todo vapor e atualmente, cerca de 400 pessoas são atendidas quase todos os dias. O atendimento é quase todo realizado pelo SUS, 98%.

Em Montes Claros, construiu o Hospital das Clínicas Mário Ribeiro, um hospital escola com tecnologia de ponta, o mais moderno do Norte de Minas destinado ao atendimento pelo SUS. No entanto, apesar do hospital ser a alternativa mais viável para amenizar o caos da saúde na região, ainda não foi credenciado. Conheça um pouco mais sobre a Instituição no vídeo a seguir.

Ao resgatar grandes marcas mineiras de educação, como o Grupo Promove, Ruy atesta o quanto é um bom gestor criativo, sendo capaz de assumir estruturas que ninguém mais quer e coloca-las para funcionar novamente. Sempre com o intuito de recuperá-las e mostrar plena competência em administrar. Quando se propõe à administração pública, Ruy traz as experiências criativas e eficazes que vem coletando desde sua primeira escola inaugurada. Ele sabe que o poder público precisa é de alguém assim, que mostre que é possível administrar tão bem quanto o privado.

Ruy acredita que atuar na política só tem sentido se for para atuar servindo e melhorando a vida das pessoas; por isso ele quer administrar sempre olhando, primeiramente, para o bem delas. É  ajudando as pessoas que você ajuda o mundo a ser melhor”.

 

Carreira Política

Ruy Muniz ingressou na política como vereador de Montes Claros, na qual alcançou o feito de vereador mais votado até hoje. Foi também Deputado Estadual e prefeito.

Em sua administração como prefeito de Montes Claros, limpou o nome da prefeitura, negociou contratos e passou a conferir rigorosamente os produtos e serviços entregues. Essas, entre diversas outras ações, garantiu uma maior eficiência administrativa e recursos para realização de grandes obras como, por exemplo, o asfalto de 720 ruas e a construção de 5 novas e grandes avenidas.

Outra marca de seu governo é a Educação Criativa de Tempo Integral, que lhe rendeu o prêmio InovaCidade 2016. O projeto, realizado através de uma parceria da prefeitura com outras instituições, garante que as crianças tenham, além das aulas regulares, atividades recreativas no contra turno escolar.

Em 2016, Ruy Muniz é candidato a reeleição para o cargo de prefeito de Montes Claros, com propostas empreendedoras para continuidade do progresso da cidade.

timeline

 

Obras de Ruy como prefeito

Da educação ao asfalto, as mudanças que Montes Claros viu nos 4 anos de mandato de Ruy Muniz