Ruy Muniz assume administração de hospital em Uberlândia

Ruy Muniz assume administração de hospital em Uberlândia

Uberlândia recebeu na semana passada uma boa notícia. O Hospital Santa Catarina, fechado há mais de 2 anos pelo Ministério Público Estadual devido a irregularidades quanto a exigências e resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), retomará suas atividades em 2019. Ruy Muniz, através da Soebrás, tornou-se o novo gestor da unidade.

Antes de ser fechado, o Hospital Santa Catarina, era credenciado para o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e também do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), o convênio dos servidores estaduais (era o único hospital na cidade que atendia urgência e emergência pelo plano).

A nova administração pretende reerguer e transformar a unidade com novas propostas de atendimento à população. Em entrevista ao Diário de Uberlândia, Ruy conta os novos planos para recuperação do hospital:

“A abertura do Santa Catarina é uma corrida de obstáculos, digamos assim. Tem três obstáculos a serem superados, lembrando que para chegarmos até aqui na Assembleia tivemos que superar vários conflitos judiciais, de ego, de interesse pessoal, foi uma caminhada longa de quase um ano. O primeiro obstáculo é reativar os contratos, especialmente com o SUS, a Unimed, o Ipsemg e a Polícia Militar. Depois disso temos a questão da vigilância sanitária. O hospital ficou fechado, tem que ter uma fiscalização de novo, olhar a questão da água, do gás, questão de incêndio, da segurança do hospital, da higienização, os aparelhos a serem calibrados. Então precisamos validar as licenças para o hospital voltar a operar adequadamente. Já sabemos que existem algumas dificuldades e, portanto, vamos pedir um prazo e provavelmente fazer um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] ou um TOC [Termo de Obrigações a Cumprir], no caso da vigilância sanitária, para tomar as providências dentro de seis meses, um ano. E paralelamente com isso, as reformas e ajustes, alguns investimentos. Já foi detectado que a ressonância do hospital se perdeu e teremos que fazer investimento para comprar uma nova. Alguns equipamentos importantes [serão adquiridos]. E quem sabe, no futuro, a gente fazendo uma expansão boa possamos investir em robô. Hoje, o Da Vince, que é o grande robô que faz cirurgias com qualidade, com segurança – aqui em Uberlândia não sei se já tem algum hospital instalado, mas em Belo Horizonte já tem três hospitais instados, São Paulo também – que dá segurança e rapidez ao paciente, para o médico. Antigamente um robô desses custava 8 milhões de reais, hoje o robô custa cerca de R$ 3 milhões. Então é uma coisa viável de se trazer pra cá. A cirurgia robótica é o que há hoje, quem tem poder aquisitivo vai para São Paulo para operar, é uma cirurgia totalmente segura, minimamente invasiva. Precisamos fazer muitas coisas para o hospital ficar no estado da arte. Uberlândia é uma cidade exigente, aqui não dá certo se for um hospital com deficiências, tem que ser um hospital que compete com os melhores que estão aí. Esse é o nosso propósito: fazer o Santa Catarina voltar a ser o líder. O Santa Catarina já foi o hospital do governador, Rondon Pacheco já foi tratado lá, as famílias tradicionais de Uberlândia foram tratadas lá. Queremos voltar essas condições para que atenda as pessoas tanto na alta complexidade, do SUS, mas também as pessoas com poder aquisitivo na medicina suplementar.”

Atendimento pelo SUS

Anteriormente o hospital só atendia o SUS na alta complexidade em cardiologia. O objetivo de Ruy Muniz é ampliar esse atendimento, tanto na cardiologia como em outras áreas. É preciso identificar com os responsáveis pela saúde no município, o prefeito, o secretário de Saúde, o Conselho Municipal de Saúde, quais as necessidades do município de Uberlândia, aonde existe vazio assistencial e propor a implementação desses serviços. Outra proposta é habilitar o hospital para receber os funcionários públicos do Governo de Minas Gerais, tanto os professores quanto a Polícia Militar, Polícia Civil, fiscais do Estado, dentre outros.

Haverá também as pessoas que procurarão espontaneamente para atendimento particular. A expectativa é equilibrar os atendimentos em 60% SUS e 40% com medicina suplementar.

Hospital Escola

Em uma segunda etapa, a nova administração pretende transformar o hospital em um hospital escola, para receber estudantes e residentes das áreas da saúde, assim como funciona hoje o Hospital das Clinicas Mário Ribeiro, em Montes Claros. É possível também levar cursos de especialização, de residência médica, mestrado, doutorado na área de saúde.

Confira a entrevista de Luciana Santana, diretora do Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro, concedida a TV Integração:

 

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